Universidade
Federal do Ceará
Cursista:
Conceição Maria Amaral Afonso
Turma: T29a
Disciplina: TGD
(TEA)
Data: 30/05/2014
Atividade 3ª: Recursos
e estratégias em baixa tecnologia que possa apoiar o aluno com TGD em seu
desenvolvimento.
Muitos alunos podem apresentar dificuldades na fala ou na
escrita devido a impedimentos motores, cognitivos, emocionais ou de outra
ordem. Essas restrições funcionais impedem os alunos com deficiência de
expressar seus conhecimentos, suas necessidades, seus sentimentos, e é bastante frequente que as famílias e as pessoas em geral confundam tais restrições com a
impossibilidade de conhecer, de aprender, de gerenciar a vida, de ser sujeito
da própria história.
Alunos com paralisia cerebral e sem comunicação, surdocegos,
aqueles que possuem deficiência mental e dificuldades na fala e tantos outros
que estão limitados na interação com seus pares tornam-se passivos e
dependentes da atenção de adultos. É comum ver como as famílias, cuidadores,
amigos e também professores antecipam e atendem necessidades, falam por,
determinam o que é bom e importante para a outra pessoa e esta, deixa de
existir ou nem mesmo sabe que pode existir.
Outra consequência dessa dificuldade de expressar sentimentos
é o comportamento agressivo ou de rejeição do conhecimento que alguns alunos
podem manifestar, quando está compreendendo tudo o que se passa ao redor, sem
poder comunicar seus sentimentos e opiniões a respeito.
Os alunos com impedimentos na comunicação nem sempre
participam dos desafios educacionais, porque os professores desconhecem
estratégias e alternativas de comunicação. Para garantir a esses alunos meios
de expressarem suas habilidades, dúvidas e necessidades, faz-se necessário
descobrir meios de compreender de que forma eles estão processando e
construindo conhecimentos. Como fazer para ampliar ou promover uma via
alternativa de comunicação para esses alunos?
Existe uma área de conhecimento chamada Tecnologia Assistiva
(TA), que trata da resolução de dificuldades funcionais de pessoas com
deficiência. A TA visa solucionar problemas de mobilidade, auto-cuidado,
adequação postural, acesso ao conhecimento, produção de escrita entre outros.
A área da TA que se destina especificamente à ampliação de
habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Aumentativa e
Alternativa (CAA).
A Comunicação Aumentativa e Alternativa é destinada a pessoas
sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade
comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever (BERSCH & SCHIRMER,
2005).
A CAA possibilita a construção de novos canais de
comunicação, através da valorização de todas as formas expressivas já
existentes na pessoa com dificuldade de comunicação.
Gestos, sons, expressões faciais e corporais devem ser
identificados e utilizados para manifestar desejos, necessidades, opiniões,
posicionamentos, tais como: Sim, Não, Olá, Tchau, Dinheiro,
Banheiro, Estou bem, Tenho dor, Quero (determinada coisa para
a qual estou apontando), tenho fome e outras expressões utilizadas no
cotidiano.
Com o objetivo de ampliar ainda mais o repertório
comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão, são
organizados e construídos recursos como cartões de comunicação, pranchas de
comunicação, pranchas alfabéticas e de palavras, vocalizadores ou o próprio
computador que, dependendo da maneira como for utilizado, pode tornar-se uma
ferramenta poderosa de voz e comunicação.
Os
recursos de comunicação de cada pessoa são construídos de forma totalmente
personalizada e levam em consideração várias características que atendem às necessidades
deste usuário.
As pranchas são organizadas nas pastas de comunicação.
Normalmente a prancha índice ou prancha principal posiciona-se na primeira
página e as demais ocupam as páginas seguintes.
É recomendável estipular uma ordem na sequência das pranchas
temáticas e procurar mantê-la. Com a localização consistente, o aluno memoriza
a posição das pranchas e passa acessá-las de forma mais rápida. Outra ideia é
colocar nas folhas das pastas abas que identificam o tema a ser explorado
naquela prancha.
Duas
pastas de comunicação com diferentes formatos. Na primeira pasta, as folhas
impressas com os símbolos são colocadas numa pasta comum com sacos plásticos.
Pequenas abas verdes indicam a mudança de temas entre as folhas. Na segunda
pasta, as folhas impressas foram plastificadas individualmente e encadernadas em
espiral. As abas que sinalizam mudanças de temas e vocabulários das páginas
mostram um símbolo representativo do tema de cada página.
REFERÊNCIAS
BERSCH, R.; SCHIRMER, C. Tecnologia Assistiva no processo
educacional. IN.: BRASIL.
Ministério da Educação. Ensaios pedagógicos - construindo
escolas inclusivas: 1 ed. Brasília:
MEC, SEESP, 2005.
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de
educação Especial na Perspectiva
da Educação Inclusiva. Brasília: Revista Inclusão, v.4, nº 1,
2008.
ROSA, J. G. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: José
Olympio. Brasília:
Thesaurus, 1970.
ZABALA, J. S.
Using the SETT Framework to Level the Learning Field for Students with
Disabilities, 2005. Disponível em:
http://www.ode.state.or.us/initiatives/elearn ing/nasdse/settintrogeneric2005.
pdf. Acesso em: 26 nov 2008.
A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar
Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e
Alternativa