segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Favorecimento no desenvolvimento/aprendizagem do aluno com deficiência intelectual, através de jogos e atividade.



Universidade Federal do ceará
Atendimento Educacional Especializado
Cursista: Conceição Maria Amaral Afonso
Disciplina: Deficiência Intelectual
Data: 119/10/2013

4º atividade: Favorecimento no desenvolvimento/aprendizagem do aluno com deficiência intelectual, através de jogos e atividade.
Partindo de uma concepção sócio-construtivista-interacionista do jogo, ou seja, pensando-o como um meio de garantir a construção de conhecimentos e a interação entre os indivíduos; a possibilidade de trazer o jogo para dentro da escola é a possibilidade de pensar a educação numa perspectiva criadora, autônoma e consciente.
Nesse sentido, as concepções construtivistas de Piaget vêm de encontro às idéias de desenvolvimento e aprendizagem, enquanto as teorias de Vygostsky são relevantes para a compreensão da importância do contexto sócio-cultural e das interações sociais.
Na concepção de Piaget, o desenvolvimento do conhecimento é um processo espontâneo, ligado ao processo geral da embriogênese, que diz respeito ao desenvolvimento do corpo, do sistema nervoso e das funções mentais.
Já a aprendizagem situa-se do lado oposto do desenvolvimento, pois geralmente é provocada por situações criadas pelo educador. Para Piaget, a aprendizagem é colocada como aquisição em função do desenvolvimento.
Segundo o autor, os indivíduos adquirem o conhecimento segundo o seu estágio de desenvolvimento, eT é a partir das diversas formas de aquisição do conhecimento que se dá a aprendizagem. o trabalho com crianças deficientes intelectuais moderadas. Aborda-se a contribuição dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, lingüístico e físicomotor dessas crianças. Bem como a sua utilidade para o desenvolvimento de conteúdos curriculares.


Os jogos e brincadeiras ao serem utilizados na prática pedagógica, transformam conteúdos maçantes em atividades interessantes e prazerosas, pois com os mesmos há motivação, disciplina e interesse pelo que está sendo ensinado.
Porém, o professor deve estar consciente de que os jogos ou brincadeiras pedagógicas devem ser desenvolvidos como provocação a uma aprendizagem significativa e estímulo à construção de um novo conhecimento com o desenvolvimento de novas habilidades.


Boliche de Latas
Estimula:
Motricidade, coordenação motora ampla, coordenação viso-motora, arremesso ao alvo, controle de força e direção.
Descrição:
Bolas de meia feitas com algumas meias juntas, que são enfiadas no fundo de uma meia comprida. Para arrematar, torcer e desvirar o cano da perna dar várias vezes, recobrindo a bola para, posteriormente, costurá-la. Latas vazias, do mesmo tamanho, com números colados.
Possibilidades de exploração:
-Empilhar as latas fazendo um castelo.
-Jogar como boliche: cada jogador arremessa três bolas, tentando derrubar todas as latas.
-Contar os pontos de acordo com os números escritos nas latas derrubadas.
-Vence o jogo quem tiver feito mais pontos.
      Quebra cabeça

Estimula:
Pensamento lógico, composição e decomposição de figuras, discriminação visual, atenção e concentração.
Descrição:
Caixas de fósforo em quantidade suficiente para cobrir as figuras que são colocadas uma em cada lado do conjunto de caixas. A figura é cortada com estilete no espaço entre as caixas. Ao redor do desenho, um dure colorido forma a moldura do quebra-cabeça. A parte lateral das caixinhas foi fechada com durex colorido.
Exploração:
-Desmontar e montar o jogo, compondo o desenho como um quebra-cabeça.
-Caso a atividade seja difícil para a criança, faça inicialmente a moldura e peça para completar a figura.
A imitação e o jogo simbólico favorecem o desenvolvimento das estruturas intelectuais em alunos com deficiência intelectual (FIGUEIREDO & POULIN, 2008, p.251).

REFERÊNCIAS
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências.
Petrópolis: Vozes, 1998.
CUNHA, Nylse Helena Silva. Criar para brincar: a sucata como recurso
pedagógico: atividades para psicomotricidade. São Paulo: Aquariana, 2007.
FERLIN, Ana Maria; GOMES, Daisy A. C. 90 idéias de jogos e atividades para
sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008
FRIEDMANN, Adriana. Brincar: crescer e aprender. O resgate do jogo infantil.
São Paulo: Moderna, 1996.
IDE, Sahda Marta. O jogo e o fracasso escolar. In: KISHIMOTO, Tisuko M. Jogo,
brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 2008. p. 89-107.
KISHIMOTO, Tisuko M. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira, 1994.
______. (orgs). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 11ª ed. São Paulo:
Cortez, 2008.

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